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Petrobras aumenta investimentos no norte do Brasil e informa sobre o Campo de Tupi

A Petróleo Brasileiro S.A. – Petrobras (#PETR3, #PETR4) informou nesta manhã de 28 de setembro de 2020, que entrou em acordo em 25 de setembro de 2020, visando assumir a operação e a integralidade das participações da empresa Total E&P do Brasil LTDA nos blocos FZA-M-57, FZA-M-86, FZA-M-88, FZA-M-125 e FZA-M-127, localizados em águas ultraprofundas no norte do Brasil, a aproximadamente 120 km do estado do Amapá, em fronteira exploratória de alto potencial na margem equatorial brasileira.

Os cinco blocos foram adquiridos na 11ª Rodada de Licitação de Blocos da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) pelo consórcio operado pela Total, com 40% de participação, tendo como parceiras a Petrobras (30%) e a BP Energy do Brasil LTDA (30%).

Com este acordo e conforme previsto nas regras do consórcio, a Petrobras poderá aumentar a sua participação de 30% para pelo menos 50% podendo chegar a 70%, caso a BP não manifeste interesse em incrementar a sua participação.

A concretização da negociação está sujeita ainda às aprovações dos órgãos reguladores.


Sobre campo Tupi


A Petrobras informou também, que a produção acumulada do campo Tupi, localizado no pré-sal da Bacia de Santos, a aproximadamente 230 km da costa do estado do Rio de Janeiro, atingiu 2 bilhões de barris de óleo equivalente (boe) em julho de 2020, segundo dados divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O marco acontece no mesmo ano em que são comemorados os 20 anos da assinatura do contrato de concessão do bloco BM-S-11, onde se localiza o campo, que é hoje o maior produtor em águas profundas do mundo, com produção de aproximadamente 1 milhão de barris por dia (bpd).

A produção acumulada ocorre apenas dez anos após a entrada do primeiro sistema de produção definitivo, Floating Production Storage and Offloading (FPSO) Cidade Angra dos Reis, e quatorze anos após a descoberta, em 2006. Entre 2010 e 2019, o consórcio, formado pela Petrobras, operadora com 65% de participação, em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda (25%) e Petrogal Brasil S.A. (10%), colocou em operação nove sistemas de produção, uma média de um por ano.

Segundo a empresa, a Petrobras precisou vencer uma série de desafios inéditos na indústria, como a distância da costa e a existência de reservatórios com poucos análogos no mundo, em águas ultra-profundas e abaixo de uma espessa camada de sal. Neste contexto, em parceria com instituições de pesquisa e empresas parceiras e fornecedores, a Petrobras desenvolveu uma série de tecnologias e inovações que permitiram a produção nos campos do pré-sal, de forma segura e rentável, sendo ainda referência quanto à sua performance ambiental. Em função das tecnologias inéditas desenvolvidas, a Petrobras recebeu em 2015 o principal prêmio da indústria, o Distinguished Achievement Award for Companies, Organizations and Institutions, promovido pela Offshore Technology Conference (OTC).


Futuro de Tupi


A Petrobras, em conjunto com os seus parceiros do bloco BM-S-11, já desenvolve diversas iniciativas com o objetivo de revitalizar o campo ainda antes do início do seu declínio, buscando aumentar o fator de recuperação de óleo e gás que pode ser extraído do campo e, assim, maximizar o valor do ativo. Para isso, desenvolve projetos para a interligação de novos poços aos sistemas de produção já implantados e o uso da tecnologia de injeção alternada de água e gás (Water Alternating Gas - WAG), para manter a pressão do reservatório. Além desses projetos, a Petrobras, em conjunto com seus parceiros, busca desenvolver outras tecnologias que permitam criar valor através do aumento da eficiência das operações, com baixo custo e alta confiabilidade, e que possam contribuir para o aumento do fator de recuperação e extensão da longevidade da produção no campo de Tupi.



#PETR3 #PETR4 #Petrobras #ComunicadoAoMercado


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