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JBS lança o fundo Juntos Pela Amazônia.

A JBS S.A. (#JBSS3) comunicou nesta manhã de 23 de setembro de 2020 que apresenta, nesta data, o programa Juntos Pela Amazônia.

Segundo a empresa, há mais de uma década, a JBS monitora 100% de seus fornecedores de gado segundo critérios rígidos de sustentabilidade, com tolerância zero para o desmatamento, invasão de áreas protegidas como terras indígenas ou unidades de conservação ambiental, trabalho análogo à escravidão, ou uso de áreas embargadas pelo Ibama. Essa análise é feita online e diariamente, e abrange mais de 50 mil fazendas fornecedoras. Ainda assim, a JBS se mantém em permanente diálogo com os mais variados setores da sociedade brasileira e global e entende que pode ir além.

O Juntos Pela Amazônia é um conjunto de iniciativas com visão de longo prazo que visa aumentar a conservação e o desenvolvimento do bioma, engajando o setor e propondo ações para além da cadeia de valor.

O programa integra a prioridade Mudanças Climáticas do plano de metas globais de sustentabilidade da Companhia, apresentado em 2019. Os pilares fundamentais do Juntos Pela Amazônia são:

  • Desenvolvimento da cadeia de valor;

  • Conservação e recuperação de florestas;

  • Apoio às comunidades; e

  • Desenvolvimento científico e tecnológico.

O primeiro pilar é composto por três principais iniciativas. A primeira delas é a Plataforma Verde JBS, uma plataforma blockchain que vai permitir que a Companhia inclua em sua base de monitoramento os fornecedores de seus fornecedores de gado até 2025. A plataforma vai cruzar informações dos fornecedores da Companhia com dados de trânsito de animais. A nova tecnologia permitirá estender aos demais elos da cadeia produtiva o monitoramento socioambiental que já é feito nos fornecedores da JBS na Amazônia. A iniciativa usará tecnologia blockchain justamente para dar confidencialidade e segurança no acesso às informações e transparência nas análises dos fornecedores. O trabalho será auditado e seus resultados reportados no relatório anual de sustentabilidade. A Companhia fará campanhas de engajamento com fornecedores e entidades para que, até o final de 2025, os fornecedores de seus fornecedores estejam na Plataforma Verde JBS.


A segunda iniciativa é o compartilhamento da tecnologia de monitoramento de fornecedores da empresa e da política de compra responsável com sua cadeia de valor, o que inclui toda a indústria de alimentos, desde pecuaristas, agricultores a instituições financeiras e do agronegócio. O monitoramento feito pela JBS na Amazônia já permitiu o bloqueio comercial de fornecedores em situação de não conformidade com suas políticas de compra. Agora, a empresa anuncia sua disposição de compartilhar essa tecnologia de monitoramento com instituições financeiras e outras empresas que quiserem aplicá-lo.


A terceira iniciativa será o apoio ambiental, agropecuário e jurídico aos fornecedores, para auxiliá-los na melhoria do manejo de suas propriedades. A JBS vai ampliar suas ações educativas em sustentabilidade para sua cadeia de fornecimento agropecuário e aumentar os investimentos no desenvolvimento de plataformas digitais para regularização ambiental das propriedades não conformes, como já faz nos estados de Mato Grosso e Pará.


Os outros três pilares serão alcançados por meio da atuação do Fundo JBS Pela Amazônia para financiar ações e projetos para o desenvolvimento sustentável no Bioma, onde serão apoiados projetos em três frentes: conservação e restauração da floresta; desenvolvimento socioeconômico das comunidades e desenvolvimento científico e tecnológico. A companhia vai aportar R$250 milhões, nos primeiros 5 anos, podendo chegar a R$500 milhões até 2030.

A JBS convidará seus stakeholders a contribuírem para o fundo, e se compromete a igualar sua contribuição às doações de terceiros na mesma proporção. A meta é levar os recursos do fundo a um total de R$1 bilhão até 2030.


O Fundo será presidido por Joanita Maestri Karoleski, ex-CEO da Seara, com o apoio de um Conselho de Administração, um Conselho Fiscal, um Conselho Consultivo e um Comitê Técnico. O Comitê Técnico e o Conselho Consultivo auxiliarão na escolha de projetos que receberão aportes do Fundo, que será auditado pela KPMG. Todo o processo será reportado e os resultados publicados no site.

“Estamos reafirmando publicamente o nosso compromisso com a sustentabilidade da Amazônia. Esperamos promover um avanço em escala não apenas em direção ao combate ao desmatamento, mas também à promoção da bioeconomia, agricultura sustentável e desenvolvimento social”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.



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